quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Gestão Democrática na Escola Pública

Quem foi ou é diretor já sabe que o dia- a- dia deste profissional em educação não é uma tarefa fácil. Desde o momento que chega à escola até o encerramento das atividades, ele, muitas vezes, se perde diante de tantos compromissos. Suprir as necessidades da escola, atender alunos ,conversar com os professores ,ouvir reivindicação dos pais,interar-se do trabalho pedagógico sem contar que o burocrático lhe toma a maior parte do tempo. É comum ouvir diretores que se sentem cansados dizendo que nessa função é preciso “matar um leão por dia”. Entretanto, há aqueles que já desenvolvem um trabalho diferenciado, dividindo as responsabilidades e promovendo a articulação com toda a comunidade escolar. É possível apontar instituições de ensino que poderiam ser modelo na construção do caminho para a democratização da escola pública. São aquelas que buscam, na construção coletiva, superar desafios e romper com a rotina burocrática. . Longe de desempenhar uma função meramente burocrática, o Diretor vai estabelecendo um relacionamento entre “meios e fins” para superação na de escola problemas educacionais e administrativos. O processo de gestão democrática das instituições de ensino representa um importante instrumento de consolidação de democracia em nível de sociedade, considerando que a escola e a sociedade estão dialeticamente constituídas. Promover a democratização da gestão escolar significa estabelecer novas relações entre a escola e o contexto social no qual está inserida. Repensar a teoria e a prática da gestão educacional no sentido de eliminar os controles formais e incentivar a autonomia das unidades da educação constitui-se em instrumentos de construção de uma nova cidadania. Assim, a democratização institucional torna-se um caminho para que a prática pedagógica torne-se efetivamente prática social e possa contribuir para o fortalecimento do processo democrático mais amplo. A escola não é democrática só por sua prática administrativa. Ela torna-se democrática por toda a sua ação pedagógica e essencialmente educativa. No mesmo sentido, não podemos pensar que a gestão democrática da escola possa resolver todos os problemas de um estabelecimento de ensino ou da educação. No entanto, sua real efetivação é, hoje, uma exigência da educação que a vê como um dos possíveis caminhos para a democratização do poder na escola e na própria sociedade. Neste contexto, a educação é convocada como instrumento de mudança, atribuindo à escola o papel de estabelecer uma nova hegemonia na luta de classes (GRAMSCI,1978).O Exercício Democrático vive de uma ação coletiva; a cultura democrática cria-se com a própria democracia.

A instituição de ensino visitada no estágio

A instituição na qual nosso grupo faz estágio, está localizada no bairro do Farol em Maceió/ Alagoas e foi fundada em 18 de novembro de 1937. A instituição atende alunos do ensino fundamental e médio, nos períodos matutino, vespertino e noturno, atendendo alunos das redondezas e bairros mais afastados. Nosso estágio ocorre no horário noturno e teve como foco de pesquisa a evasão escolar, já que, segundo informações que recebemos da escola está gira em torno de 50% no horário noturno. Nossa equipe de estágio é formada por 11 pessoas, todas alunas da UFAL e estudantes do período noturno de pedagogia, e pelo fato de sabermos a problemática que envolve estudar nesse horário é que tomamos ele como foco de pesquisa. O corpo docente da escola é formado por 3 diretores, 5 coordenadoras pedagógicas, 67 professores efetivos e 13 contratados, 11 auxiliares administrativos, 5 vigilantes, 12 auxiliares de serviços gerais e 9 merendeiras. A infraestrutura da escola fica dividida da seguinte forma: 22 Salas de aula; 01 Sala de Vídeo; 01 Laboratório de Informática; 01 Laboratório de Ciências Físicas e Biológicas; 01 Laboratório de Matemática; 01 Biblioteca; 01 Secretaria; 01 Auditório; 01 Diretoria; 01 Refeitório composto por Cozinha e Depósito; 01 Pátio externo e coberto; 01 Ginásio de Esportes; 01 Sala dos Professores; 01 Sala de Coordenação Pedagógica; 01 estação de Rádio Escolar; 01 Depósito de Livro Didático; 01 Sala do Grêmio; 02 Pátios Abertos com árvores para recreação; 01 Cantina; 01 Sala de música; 01 Videoteca; 02 Arquivos mortos; 14 Banheiros; 01 Depósito para material de consumo; 01 Depósito 01 Casa da bomba A quantidade de Alunos não nos foi informa ao certo. A partir desses dados e das várias visitas que foram efetuadas no decorrer desse ano, nós montamos um projeto de intervenção que será aplicado na escola com o proposito de maiores esclarecimentos para os gestores e professores da instituição.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vídeo sobre Evasão Escolar


Apesar da superficialidade com que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) trata

da questão da gestão da educação, ao determinar os princípios que devem reger o ensino, indica

que um deles é a


gestão democrática. Mais adiante (art. 14), a referida lei define que os

sistemas de ensino devem estabelecer normas para o desenvolvimento da gestão democrática nas

escolas públicas de educação básica e que essas normas devem, primeiro, estar de acordo com as

peculiaridades de cada sistema e, segundo, garantir a “participação dos profissionais da educação

na elaboração do projeto pedagógico da escola”, além da “participação das comunidades escolar e

local em conselhos escolares ou equivalentes”.

Nesse sentido, a gestão democrática da educação requer mais do que simples mudanças nas

estruturas organizacionais; requer mudança de paradigmas que fundamentem a construção de

uma proposta educacional e o desenvolvimento de uma gestão diferente da que hoje é

vivenciada. Ela precisa estar para além dos padrões vigentes, comumente desenvolvidos pelas

organizações burocráticas.

domingo, 30 de setembro de 2012

Alguns téoricos que são como luzes  na nossa formação e no Estágio :
Luck(2005, p.15):afirma que:
a institucionalização da democracia,associada ao aprimoramento da eficiência e da qualidade da educação pública, tem sido uma força poderosa a estimular o processo de mudanças na forma de gerir escolas do Brasil. A participação da comunidade escolar, incluindo professores, especialistas, pais, alunos, funcionários e gestores da escola, é parte do esforço, que promove o afastamento das tradições corporativas e clientelistas, prejudiciais a melhoria do ensino, por visarem o atendimento a interesses pessoais e de grupos.

Santos(2002, p.2):Diz:
A nova escola requer gestores mais dinâmicos, criativos e capazes de interpretar as exigências de cada momento e de instaurar condições adequadas de trabalho.A autonomia da escola tão decantada e mesmo prevista na legislação do ensino, depende, em grande parte, da competência de seus diretores para que a escola possa não só acompanhar as grandes transformações que se operarm na sociedade como também intervir nelas.

Gadotti (1997, p.35) fala que :
A gestão democrática da escola implica que a comunidade, os usuários da escola, seus dirigentes e gestores e não apenas os seus fiscalizadores, ou, menos ainda,os meros receptores dos serviços educacionais. Na gestão democrática, pais, mães, alunas, alunos, professores e funcionários assumem sua parte de responsabilidade pelo projeto da escola.
Gina Maria e Irys

sábado, 29 de setembro de 2012

O papel do Diretor



     O diretor é alvo de muitas críticas nas escolas, por ser a pessoa responsável, ou seja, de comando, de direção no âmbito escolar. Desenvolver na escola uma gestão que beneficie a todos não é tarefa fácil, principalmente com toda demanda e dificuldade que há em liderar, em coordenar grupos tão diversos existentes na escola.
    É importante a comunicação frequente, saber ouvir as pessoas, ver quais são suas deficiências, quais aspectos precisam ser melhorado, tudo isso influi na forma de administração que o diretor vai direcionar sua escola. Ter iniciativa, ser conhecedor dos aspectos administrativos, pedagógicos, financeiros e legislativos, ter o respeito de todos, principalmente da comunidade.
    Um diretor que saiba se auto-avaliar e avaliar seu grupo, observando as necessidades e transmitindo credibilidade aos demais. O líder precisa ter sempre conhecimento de suas ações, buscando a participação de todos e dividindo as decisões. Um defensor da educação que vai executar práticas educativas, tendo o compromisso na elaboração de políticas públicas, passando para os outros, estando conectado ao mundo da informação e de tudo que venha oferecer oportunidade de aprendizagem.
   

As relações em prol da Gestão

    

       É de grande importância a função da gestão em uma determinada escola, pois proporciona o bom funcionamento das atividades e das questões que surgem no cotidiano. Lidar com o professor, aluno, pais e demais que fazem parte da escola, exige uma articulação da equipe gestora para se integrar ao corpo docente e assim contribuir para uma gestão democrática, que esteja aberto à comunidade.

      O papel do diretor influencia bastante no desenvolvimento dos trabalhos da escola, mesmo que seja difícil coordenar tantas pessoas com princípios e valores diferentes, o espírito de liderança e confiança é fundamental para que a escola possa passar esse mesmo espírito para todos que chegam. E esse é um trabalho conjunto, que exige de todos uma integração maior, pelo fato das relações serem essenciais para o aprimoramento de ideias e a construção de alicerces acerca de suas funções.

      O bom funcionamento das atividades depende precisamente das relações que se estabelecem no interior da escola. As trocas entre os atores sociais vão possibilitar uma formação do cidadão em sentido amplo da educação para a cidadania e mundo do trabalho, uma socialização e superação dos interesses e finalidades comuns.